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Plataforma do BC com tecnologia blockchain facilitará troca de dados na supervisão do sistema financeiro

April 26, 2018

FONTE: http://www.bcb.gov.br/en/#!/c/noticias/249

 

Plataforma do BC com tecnologia blockchain facilitará troca de dados na supervisão do sistema financeiro


Ferramenta será utilizada inicialmente para repasse de dados sobre processos autorizativos de instituições financeiras.

04/11/2018 16:00

O Banco Central (BC) e outros órgãos fiscalizadores do Sistema Financeiro Nacional (SFN) vão utilizar uma plataforma de comunicação baseada na tecnologia blockchain para trocar informações. Desenvolvida pelo Departamento de Tecnologia da Informação (Deinf), a Plataforma de Integração de Informações das Entidades Reguladoras (Pier) deve entrar em funcionamento no final deste mês.

A Pier facilita a troca de dados entre o BC e órgãos como a Superintendência de Seguros Privados (Susep), a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e a Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc). Inicialmente, a plataforma será utilizada para troca de dados referentes aos processos de autorização de uma instituição financeira, que abrange o intercâmbio de informações sobre processos punitivos, de atuação de administradores no SFN e de controle societário das entidades reguladas pelo BC.

"Atualmente, existem algumas trocas de informações relativas a processos autorizativos que são manuais. O servidor de uma das instituições entra em contato com as demais por ofício ou e-mail. Há algumas consultas realizadas através de sistemas, mas que ainda exigem um certo grau de intervenção humana. A CVM, por exemplo, faz consultas diretamente ao Unicad sobre processos autorizativos", afirma Aristides Andrade Cavalcante, chefe adjunto no Deinf. A tecnologia blockchain foi escolhida por permitir troca horizontal de dados entre os órgãos que vão utilizar a plataforma Pier:

"Os modelos de negócio tradicionais de troca de informações entre diversos órgãos pressupõem a existência de uma entidade centralizadora, que acaba exercendo operacionalmente uma certa hierarquia sobre as demais, o que muitas vezes não reflete a realidade. Além disso, o blockchain registra todos os dados de solicitação utilizando assinaturas criptográficas, de maneira que é possível afirmar a qualquer momento que os dados são de autoria da instituição que os registrou e que não foram manipulados por nenhuma outra entidade, mantendo a autenticidade das informações", explica Cavalcante.

Outra vantagem do blockchain é que, uma vez registrados, os dados não podem ser apagados. A tecnologia também facilita a disponibilização de informações sob demanda, isto é, cada órgão terá total controle sobre o que é transferido e de qual maneira. Na plataforma Pier, cada instituição terá a liberdade de cadastrar quais informações deseja fornecer aos demais integrantes da rede e de que forma as informações podem ser encontradas. Inicialmente, prevê-se que as instituições permitam o acesso a informações pertinentes a processos punitivos, mas a permissão de acesso a qualquer informação que seja de interesse mútuo pode ser acrescentada por qualquer participante.

"A automação do processo de pesquisa e, ao mesmo tempo, a garantia de autenticidade e autoria das informações vai trazer eficiência. As informações poderão ser recuperadas de forma quase imediata em qualquer órgão, e a incidência de erros será reduzida por conta da eliminação do processo manual de recuperação e envio de dados. Espera-se que, juntos, agilidade e menos erros reduzam custos", diz o chefe adjunto. O mapeamento dos dados para o compartilhamento inicial faz parte do Projeto IntegraBC, que busca integrar interna e externamente os processos de trabalho para atender demandas feitas pelas entidades supervisionadas ou de potenciais ingressantes no SFN.

Saiba mais
A Pier começou a ser desenvolvida em agosto de 2017 e nasce integrada à Olinda, plataforma ágil de serviços de dados do Banco Central. A Susep já finalizou um processo prévio de instalação da ferramenta que faz a interligação com seus bancos de dados, e a CVM realizará esta etapa nas próximas semanas. De acordo com o chefe adjunto no Deinf, quando esta fase for concluída, os órgãos estarão prontos para a instalação da plataforma em si. Enquanto isso, a primeira versão da plataforma está sendo testada pelo Deinf, etapa importante para identificar falhas e corrigir problemas técnicos.
 

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